Pesquisa mostra que 74% dos eleitores poderiam mudar de voto se o candidato fosse associado a um caso de corrupção. O dado acende um alerta para Lula e as eleições de 2026.
Uma pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (27) acende um alerta para os candidatos à Presidência nas eleições de 2026: 74% dos eleitores afirmam que poderiam mudar de voto caso o candidato escolhido fosse associado a um caso de corrupção durante a campanha.
O levantamento, realizado entre 23 e 26 de agosto com 2.400 pessoas em 555 municípios, mostra que 66% condicionariam a mudança à existência de provas contra o candidato. Outros 8% dizem que já trocariam de voto mesmo sem comprovação da suspeita. Para 20%, uma associação com corrupção não alteraria sua escolha.
O resultado ganha peso no cenário eleitoral de 2026, especialmente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma rodada de pesquisas, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL), em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No segundo turno, os dois também aparecem tecnicamente empatados: 45% a 44%.
Outro dado chama atenção: entre os eleitores que já escolheram Lula, 25% dizem que manteriam o voto mesmo se o presidente fosse citado em casos de corrupção. Entre os eleitores de Flávio, esse percentual é de 20%.
A pesquisa revela, portanto, que a associação com corrupção pode ser decisiva para uma parcela expressiva do eleitorado. Em uma eleição marcada pela disputa acirrada, o tema pode ganhar ainda mais importância na definição dos votos que permanecem em aberto.





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