Após a cerimônia do Dia do Soldado, em Brasília, Lula voltou a evitar perguntas incômodas sobre Lulinha e seu ex-assessor, deixando sem explicações os questionamentos sobre possíveis impactos das investigações em sua campanha eleitoral
Lula foge das perguntas que mais incomodam: as investigações que atingem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Diante dos jornalistas, o presidente simplesmente preferiu o silêncio.
Nesta terça-feira (25), após participar da cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília, Lula resolveu falar com a imprensa — algo pouco habitual. Mas, quando surgiram as perguntas realmente importantes, a disposição presidencial desapareceu.
Lula não respondeu se as investigações envolvendo Lulinha e Marcola podem comprometer sua campanha eleitoral em 2026. Também não explicou se está decepcionado com o ex-assessor. Preferiu falar sobre Forças Armadas, fronteiras, petróleo, minerais e participação feminina no Exército.
Ou seja: para falar de geopolítica, Lula tinha discurso. Para explicar as suspeitas que atingem seu próprio filho e um antigo homem de sua confiança, não tinha resposta.
Lulinha e Marcola são investigados pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência. E justamente quando o assunto poderia exigir uma manifestação clara do presidente, Lula adotou a velha estratégia do desvio: falou sobre qualquer coisa, menos sobre aquilo que os jornalistas queriam saber.
Depois de concluir seus comentários, deixou o local sem responder às perguntas.
Lula aproveitou ainda para defender mais investimentos em defesa e afirmou que o setor não pode depender de “sobrar dinheiro”. Também exaltou a entrada de mulheres no Exército, classificando a mudança como uma “revolução comportamental dos homens”.
Tudo muito conveniente.
Enquanto o presidente discursa sobre soberania nacional, fronteiras e o futuro das Forças Armadas, as perguntas sobre as suspeitas envolvendo seu filho permanecem sem resposta.
A questão política é inevitável: até que ponto as investigações envolvendo Lulinha e Marcola poderão atingir Lula e sua campanha de 2026?
Por enquanto, o presidente não responde. Diante das perguntas sobre o próprio filho, preferiu baixar a cabeça, encerrar a conversa e ir embora.





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