Milhões de eleitores vivem no Entorno de Brasília, mas a região parece desaparecer da agenda política assim que termina a eleição. Transporte, saúde, segurança e emprego continuam sendo desafios diários. Afinal, por que o Entorno só é lembrado quando chega a hora de pedir votos?
O Entorno de Brasília é lembrado pelos políticos com uma frequência quase matemática: quando chega a eleição.
São milhões de brasileiros que vivem em cidades diretamente ligadas à capital federal, enfrentando diariamente problemas de transporte, saúde, segurança, emprego e infraestrutura. Muitos trabalham em Brasília, movimentam a economia do Distrito Federal e passam horas no trânsito entre suas cidades e a capital.
Mas, passada a eleição, o Entorno costuma desaparecer da agenda política.
Candidatos chegam com promessas, discursos e compromissos. Falam em integração, investimentos e melhoria dos serviços públicos. Pedem votos, visitam bairros e fazem questão de lembrar que conhecem as dificuldades da população.
Depois da apuração, porém, a realidade pouco muda.
O problema não é apenas a falta de obras. É a ausência de uma política permanente para uma região que não pode ser tratada como extensão eleitoral de Brasília.
O trabalhador que mora em Valparaíso, Luziânia, Cidade Ocidental, Novo Gama, Águas Lindas, Formosa ou em outras cidades do Entorno não deixa de ser cidadão quando termina a eleição. Continua precisando de transporte digno, atendimento médico, segurança e oportunidades de emprego.
A pergunta que precisa ser feita é simples:
Por que o Entorno só se torna prioridade quando os políticos precisam do voto de seus moradores?
A região precisa deixar de ser apenas um enorme colégio eleitoral e passar a ocupar um espaço permanente na agenda de Brasília, de Goiás e do governo federal.
Porque eleitor não é eleitor apenas no dia da eleição.





0 comentários