A Irlanda prepara uma mudança significativa nas regras para concessão de cidadania a estrangeiros. O governo avalia ampliar de cinco para oito anos o período de residência e exigir inglês, antecedentes regulares e autonomia financeira dos candidatos à naturalização.
O governo da Irlanda prepara mudanças nas regras para concessão de cidadania a estrangeiros. Entre as propostas estão o aumento do período mínimo de residência, exigência de proficiência em inglês, verificações de antecedentes mais rigorosas e comprovação de autossuficiência financeira.
Segundo o The Times, o governo avalia elevar de cinco para oito anos o período de residência necessário para solicitar a cidadania por naturalização. A proposta ainda será analisada nos próximos meses.
O secretário de Estado para as Migrações, Colm Brophy, defende que a cidadania deve refletir não apenas o tempo de permanência no país, mas também a integração e o compromisso com a sociedade irlandesa.
Outra mudança prevista é a criação de um teste de inglês. Atualmente, a Irlanda não exige um exame geral de proficiência linguística para a naturalização.
O governo também pretende reforçar as verificações de antecedentes e exigir maior independência financeira. A ideia é que o candidato demonstre capacidade de se sustentar e sustentar a família sem depender regularmente de benefícios sociais.
Atualmente, adultos podem solicitar a cidadania após cinco anos de residência elegível, incluindo um ano contínuo imediatamente anterior ao pedido.
As mudanças ocorrem em meio ao aumento das solicitações de cidadania. Cerca de 31 mil processos foram analisados em 2024 e novamente em 2025. O tempo médio de processamento caiu de aproximadamente 24 meses, em 2021, para cerca de oito meses.
Se aprovadas, as novas regras tornarão o processo de naturalização mais longo e exigirão maiores evidências de integração, domínio do inglês e estabilidade financeira.





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