25 de Junho 10:03
Polícia de São Paulo prende cinco suspeitos de assassinar PMs

De acordo com o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco, além das prisões, alguns suspeitos já foram identificados e novas detenções deverão ocorrer nas próximas horas.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – As policias Civil e Militar (PM) de São Paulo anunciaram a prisão de cinco suspeitos de envolvimento nos assassinatos de policiais militares ocorridos nos últimos dias. Desde o dia 12 deste mês, seis membros da corporação foram mortos. Entre os presos está um dos suspeitos de ter executado um policial na zona sul da capital paulista. Além dele, serão interrogados quatro homens que, segundo a polícia, andavam em carros roubados na Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste, para identificar agentes que fazem bico em bares e casas noturnas.

O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, disse que desde sexta-feira (22) estão sendo feitas “grandes operações no estado, com reforço do policiamento e ações visando a identificar e prender os responsáveis pelos ataques”.

De acordo com o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco, além das prisões, alguns suspeitos já foram identificados e novas detenções deverão ocorrer nas próximas horas. “Todos os casos desses últimos episódios de homicídios que envolvam policiais militares estão sendo investigados e já estão bem encaminhados na identificação dos autores” acrescentou.

Apesar dos quatro homens presos, segundo a polícia quando apontavam policiais que fazem trabalho extra como seguranças, Carrasco evitou dizer que exista uma ação coordenada do crime organizado. “O DHPP investiga a autoria para depois chegar à motivação. É muito prematuro [falar em ação coordenada]”. Um dos presos na Vila Madalena é condenado por ter matado um policial em 2000 e estava em liberdade condicional.

Durante a entrevista coletiva, foi apresentado um balanço dos assassinatos de PMs em folga no estado. Incluindo os seis casos que ainda estão sob investigação, desde o início do ano 39 policiais foram mortos fora de serviço. Dez casos foram confirmados como execução, 14 em reação a roubo, seis estavam fazendo bico quando foram mortos, dois em crimes passionais e um como resultado de uma briga.

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