13 de Junho 18:34
Padre é condenado por porte ilegal de armas

Ao ser preso, segundo depoimento dos policiais, o padre estava na companhia deuma mulher que dizia ter um relacionamento amoroso com ele. Ao depor em juízo,ela confirmou que os policiais saíram do quarto com um saco com as armas.

Da ACS/TJDFT

O Padre Evangelista Moises de Figueiredo foi condenado aum ano e três meses de detenção, em regime aberto, por porte ilegal de armas.No dia 30 de dezembro de 2011, policiais civis, em cumprimento de mandado debusca e apreensão, expedido pela 6ª Vara Criminal de Brasília, encontraram nacasa do padre uma espingarda de cano curto e 24 cartuchos de munição.

Em depoimento a policia, ele afirmou que a arma pertencia a um pedreiro quehavia construído a sua casa. Ele teria guardado a arma em casa por mais de umano, à espera que o pedreiro fosse buscar o armamento. Depois, já em juízo, deuoutra versão, alegando que não tinha conhecimento da existência das armas emsua residência.

Testemunhando no processo, os dois policiais informaram que localizaram asarmas em um quarto que mais parecia uma despensa, pois tinham diversoscomputadores e material de escritório, caixas e papéis.

Ao ser preso, segundo depoimento dos policiais, o padre estava na companhia deuma mulher que dizia ter um relacionamento amoroso com ele. Ao depor em juízo,ela confirmou que os policiais saíram do quarto com um saco com as armas.

Em sua sentença, a juíza da 6ª Vara Criminal de Brasília afirma que apesar dosdepoimentos divergentes do padre, segundo o relato das testemunhas, "aapreensão da arma de fogo e das munições em um cômodo da residência do réu éfato incontroverso". Por isso, o condenava com base no art. 12, caput, daLei nº 10.826/2003 - "possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo,acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação legal ouregulamentar, no interior de sua residência (...)".

A pena estabelecida foi de um ano e três meses de detenção. No entanto, por eleter confessado espontaneamente a existência da arma em sua casa, a juízadiminuiu a pena para um ano detenção, em regime aberto, substituindo-a por penarestritiva de direitos, devendo prestar serviços à comunidade, que serãoespecificados pela Vara de Execuções Penais. Da sentença cabe recurso.

O Padre Evangelista responde a processo por abuso sexual de menores, que correem segredo de Justiça.  

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