04 de Julho 22:41
Depois do Brexit, também Nigel Farage foge da raia

O líder do partido de extrema-direita britânico Ukip, Nigel Farage, anunciou sua demissão nesta segunda-feira (4), causando uma grande surpresa no meio político europeu. Farage, que fez campanha para a saída do Reino Unido da União Europeia, disse que tinha “cumprido sua missão”.

  • Ft.: Reuters/Phil Noble - RFI Nigel Farage, líder do UKIP que fez campanha pelo Brexit, deixa o partido
  • Da RFI
    - Rádio França Internacional

    O ex-trader, que nunca escondeu suas ideias xenófobas, fez o anúncio durante uma coletiva de imprensa. “Na campanha pelo plebiscito, eu disse que queria recuperar o meu país. Agora, quero recuperar minha vida”, declarou Farage. Um cartaz do Ukip utilizado durante a campanha pelo Brexit provocou uma grande polêmica: a imagem mostrava uma fila de refugiados com os dizeres “Ponto de Ruptura.”

    Nigel Farage foi um dos fundadores do Ukip, em 1993. Ele já havia pedido demissão em 2009 e 2015, mas decidiu se manter no cargo. “Nunca fui e nunca serei um político de carreira”, declarou o ex-líder do Ukip, que também é deputado europeu desde 1999, apesar de eurocético assumido. “Vou continuar a apoiar o partido e seu novo líder, observando de perto o processo de negociação em Bruxelas e intervindo vez ou outra no Parlamento europeu”, disse.

    Farage defendeu a nomeação de um premiê pro-Brexit, mas se recusou a tornar pública sua preferência. “Não vou comprometer ninguém”, ironizou. O novo líder do Ukip deve ser escolhido antes de setembro.

    Em um comunicado divulgado pouco depois do anúncio, o ex-líder do Ukip também declarou que o partido poderá “ter dias melhores” após a nomeação do novo primeiro-ministro, que será designado no dia 9 de setembro.


    Entre os candidatos estão a ministra do Interior Theresa May, o ministro da Defesa Michael Fallon, a secretária de Estado para a Energia, Andrea Leadsom, o ex-secretário da Defesa, Liam Fox, e o ministro da Justiça, Michael Gove. Depois da designação de dois finalistas ao cargo pelos deputados conservadores, em 12 de julho, a escolha será feita pelos 150 mil militantes do partido.

    Impostos serão reduzidos

    Diante das incertezas em relação à economia do país com a saída da EU, o ministro das Finanças George Osborne anunciou que poderá reduzir o imposto sobre empresas. Paralelamente, o escritório de advogados Mishcon de Reya anunciou que entrará com uma ação pública pedindo que o parlamento britânico seja consultado antes da ativação do artigo 50, que dá início ao processo de saída do Reino Unido da EU.

    O Brexit custaria ao Reino Unido entre 1,5% e 4,5% do PIB até 2019, de acordo com a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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