30 de Junho 09:50
No Reino (ainda) Unido, Boris não quer pagar a conta

Depois do plebiscito favorável à saída do Reino Unido da União Europeia, a batalha pela sucessão do primeiro-ministro David Cameron na liderança do partido Conservador começou oficialmente nesta quinta-feira (30), data limite para o depósito das candidaturas

  • Ft.: Reuters/Toby Melville - RFI Ex-prefeito de Londres anuncia que não será candidato à sucessão
  • Da RFI
    - Rádio França Internacional

    O ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, pró- Brexit, e a ministra do Interior Theresa May eram os favoritos, mas Johnson surpreendeu ao anunciar hoje que não participaria da disputa. "Meu papel será o levar todo o apoio possível ao próximo governo conservador”, declarou.

    De acordo com o jornal The Times, May teria 36% do eleitorado conservador, apesar de ter feito campanha pela manutenção dos britânicos no bloco. O primeiro-ministro britânico anunciou que pediria demissão em setembro. O novo premiê será anunciado no dia 9 de setembro. 150 mil membros do partido Conservador vão às urnas para escolher o substituto de Cameron.

    Entre outros candidatos declarados estão o ministro da Justiça, Michael Gove, também favorável ao Brexit, e adversário declarado de Johnson que, segundo ele, não tem “capacidade para dirigir o país.” Johnson tinha apoio de 27% dos correligionários, de acordo com a pesquisa do The Times, seguido pelo ministro do Departamento de Energia, Andrea Leadsom, e de Stephen Crabb, ministro do Trabalho, que também anunciaram suas respectivas assinaturas no Twitter.

    Primária do partido Conservador terá dois candidatos

    Mas apesar dos vários candidatos, apenas dois poderão disputar a liderança do partido Conservador. May teria preferência do eleitorado com 55% dos votos. Em texto publicado nesta quinta-feira no Times, ela critica seu rival e promete “reunificar a Grã-Bretanha.” A ministra se auto-define como porta-voz dos “britânicos comuns” e afirma que é mais capaz de entender a vida deles do que seu concorrente, oriundo da alta burguesia.

    Do lado trabalhista, a deputada Angela Eagle anunciará na quinta-feira que disputará a direção do partido, cujo atual chefe, Jeremy Corbyn, vem sendo contestado desde o plebiscito por não ter trabalhado suficientemente para a campanha de manutenção.

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