20 de Maio 11:06
Ventos a favor sopram do Planalto

Para o presidente da ABAV, o Brasil e os brasileiros devem superar o estágio de enfrentamento que viveram como forma de retomar o desenvolvimento

  • Ft.: Divulgação Edmar Bull, presidente da Abav Nacional
  • Por Edmar Bull*

    A definição de Michel Temer como presidente da República trouxe, de imediato, um novo alento para o conjunto da economia do país, do qual faz parte a indústria do turismo como um todo e o agenciamento de viagens. Enquanto dirigente empresarial e presidente da Abav Nacional, identificamos sinais positivos para cenários mais favoráveis. Temer montou uma equipe com bons quadros e mostra determinação para a retomada do desenvolvimento.

    A manutenção da estrutura do ministério do Turismo, sem fusão nem de redução, leva-nos a crer que o nosso setor consolida sua força e reconhecimento de vetor econômico de peso. Nesse contexto, cabe aplaudir a recondução de Henrique Alves ao comando do ministério. Agora em clima mais estável e favorável, os players do turismo brasileiro e o ministro poderão dar sequência a políticas esboçadas na gestão anterior, bem como firmar diretrizes otimizadoras de toda a cadeia turística.

    A retomada da confiança nos parece a pedra de toque da nova ordem. A Abav Nacional, as entidades congêneres e os parceiros setoriais estamos prontos para colaborar, subsidiar e contribuir para as tomadas de decisão que se fizerem pertinentes e adequadas. Na antessala da Olimpíada 2016, apostamos no reconhecimento do turismo no reordenamento econômico do país. Temos a oportunidade singular de mostrar nossos atrativos através da janela midiática excepcional que se abre. O mundo aprecia o jeito brasileiro de receber, conforme atestam pesquisas realizadas após a Copa do Mundo 2014.

    Nosso ânimo e otimismo não se fundamentam em suposições ou feelings. Tomamos por base o fato de que o turismo lidera o ranking mundial dos setores que mais geram empregos e distribuem renda. A matriz econômica do turismo exerce impacto direto e indireto sobre outros 52 setores da economia. O Brasil, se ainda não completou a lição de casa em alguns itens infraestruturais importantes, já apresenta um rol de destinos muito bem resolvidos.

    Mais que praias paradisíacas e belezas exuberantes em todo o interior do país, dispõe de cidades ricas em atrativos de lazer e entretenimento. Infraestrutura aeroportuária que se amplia e se moderniza, rede hoteleira bem resolvida e conexão digital com o mundo somam-se a modernos centros de convenções apropriados à realização de eventos corporativos nacionais e internacionais.

    Nesse contexto, cabe lembrar que o mercado de viagens e turismo sempre foi o primeiro a entrar e o primeiro a sair de crises. Viajar a lazer, a negócios e por conta de intercâmbio já se incorporaram ao hábito de consumo. Viajar para o exterior e pelo Brasil constituem prioridades entre os brasileiros de 18 a 34 anos. Mais do que a compra da casa própria ou de um carro novo, a tendência é investir em viagens. Como recompensa, os viajantes conquistam mercados e vivenciam experiências altamente compensadoras.

    Por esses e outros fatores, nossa expectativa é a recuperação iminente, a partir do terceiro e quarto trimestres de 2016. O trade turístico quer (e vai ser) sujeito proativo e determinado na recuperação da credibilidade e do motor da economia nacional.

    ** Edmar Bull é diretor presidente da Copastur e presidente da Abav Nacional

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