01 de Março 08:21
Imã é flagrado propagando morte por apedrejamento em mesquita na Dinamarca

A emissora dinamarquesa TV2 conseguiu registrar com uma câmera escondida o momento em que um famoso imã da Dinamarca ensina para um grupo de mulheres muçulmanas o que seria a punição “correta” para a traição em sua religião: chibatadas ou apedrejamento até a morte.

Da Sputnik

Segundo informou a publicação Berlingske, em vídeos oficiais criados para promover a mesquita Grimhøj, na cidade de Aarhus, o seu representante Oussama El-Saadi revela que o seu tempo respeita todas as leis da Dinamarca, e incentiva os seus visitantes a participar ativamente da sociedade dinamarquesa.

No entanto, as filmagens da TV2 mostram claramente como o imã Abu Bilal revela quais são, na sua opinião, as regras corretas de punição islâmica para um adultério. Tudo isso acontece em pregações sobre a lei sharia para mulheres e crianças.

“Se o cônjuge infiel – homem ou mulher – comete o adultério, (…) o mesmo deve ser apedrejado até a morte. Se tratar-se de uma jovem, a punição será as chibatadas” – diz Abu Bilal.

Após a transmissão das imagens pela TV2, Oussama El-Saadi explicou aos jornalistas que tratava-se apenas de uma explicação da sharia.

Em 2014, o imã Abu Bilal, que ensina a lei soaria na Dinamarca, foi condenado a pagar uma multa de 75 mil coroas dinamarquesas por instigar a matança de judeus durante a sua visita à uma mesquita em Berlin.

A mesquita Grimhøj vem sendo há tempos alvo de árduas discussões. No ano passado ela esteve envolvida em um outro escândalo, depois de Oussama El Saadi ter expresso abertamente em um programa de televisão a sua simpatia pela organização terrorista Daesh (Estado Islâmico). Além disso, descobriu-se que muitos visitantes dessa mesquita haviam viajado com destino à Síria e ao Iraque para aderir às fileiras dos terroristas.

Ainda naquele época, muitas pessoas chegaram a solicitar junto às autoridades o fechamento da mesquita. O pesquisador em terrorismo Magnus Ranstorp, revelou à Berlingske que o fechamento do tempo não solucionaria o problema da radicalização da juventude muçulmana da Dinamarca. Segundo ele, muitos desses jovens provavelmente iriam recorrer a pregações clandestinas, e o controle sobre suas atividades se tornaria ainda mais difícil. Apesar disso, muitos políticos dinamarqueses acreditam que a mesquita deveria ter sido fechada ainda no ano passado.

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