25 de Fevereiro 11:58
Por direitos e empregos, trabalhadores dos Correios aprovam estado de greve

Nova direção da empresa está fechando agências e ameaça cortar direitos dos trabalhadores

Da CUT-Brasília*

Cansados dos frequentes ataques e ameças de precarização do trabalho por parte da diretoria dos Correios, trabalhadores aprovaram estado de greve por unanimidade em primeira assembleia geral de 2016, realizada na noite da última terça-feira (23). A categoria revindica a manutenção dos direitos já adquiridos e melhorias em questões emergenciais para os trabalhadores e para a sociedade, como a contratação de novos funcionários, a implantação de sistemas de segurança que atendam os ECTistas e as agências e a permanência dos Correios 100% públicos.

Alegando uma crise financeira classificada como “contestável” pelas entidades sindicais que estudaram os números da ECT, a nova gestão da empresa anunciou fechamento de agências, redução do efetivo dos funcionários, mudanças no plano de saúde e várias outras medidas nocivas para os trabalhadores e a população.

“Os números apresentados pela diretoria da empresa mostram que nos últimos anos os Correios gastaram aproximadamente R$ 740 milhões com patrocínios, contratações diretas e propaganda. Gostaria de deixar claro que nós, trabalhadores, não somos contra os patrocínios culturais, muito pelo contrário, achamos ótimo que a empresa invista na cultura do nosso país, mas temos uma coisa chamada prioridade. E a prioridade dos Correios hoje é a necessidade de contratação. A qualidade dos nossos serviços tem caído muito porque não temos trabalhadores suficientes para dar conta da demanda e os que temos estão adoecidos”, avalia a presidenta do Sindicato, Amanda Gomes Corcino.

A diretoria dos Correios visa ainda rever o Acordo Coletivo da categoria, discutir todos os direitos trabalhistas acima da CLT, como bônus de fim de ano, hora extra e adicional noturno. Além disso, a nova gestão também anunciou que pretende fechar cerca de 2 mil agências. “Isso é totalmente incompreensível. Como uma empresa que se diz em crise quer acabar com a fonte de arrecadação, que são as agências?”, contesta Amanda Corcino.

“Se houve má gestão da empresa, a culpa não é dos trabalhadores. Que fique claro pra empresa que não seremos nós, trabalhadores, a arcar com os equívocos da diretoria, e que todas as medidas nocivas anunciadas encontrarão forte resistência da categoria. Todos os nossos direitos foram conquistados com muita luta, com greves, paralisações, protestos e incansáveis negociações. Se for necessário, faremos uma greve maior que a de 2011 e mostraremos aos gestores que a força e a unidade de nossa categoria são capazes de barrar a restruturação, a privatização, a precarização, o sucateamento e todas as retiradas de direitos”, afirma a presidenta do Sindicato.

Toda a diretoria do nosso Sindicato tem realizado uma série de visitas aos locais de trabalho para conscientizar as bases sobre os ataques da empresa. Além disso, serão realizadas outras assembleias e um seminário para discutir a real situação financeira da ECT e os próximos passos de mobilização da categoria.

* via Sintect

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