19 de Fevereiro 13:34
Twitter aposta em Periscope, app de transmissão ao vivo

O diretor de estratégias de expansão do Twitter Brasil, Philip Klien, fala sobre o aplicativo Periscope, adquirido em 2015, e os hábitos dos usuários brasileiros na plataforma.

  • Ft.: Divulgação O diretor de estratégias de expansão do Twitter Brasil
  • Por Taíssa Stivanin
    - da RFI *

    Recentemente, o aplicativo Periscope virou notícia na França depois da “escorregada” do jogador do PSG Serge Aurier, que usou o aplicativo para insultar o técnico do time, Laurent Blanc, e alguns de seus companheiros de equipe. Ainda desconhecido do grande público, a ferramenta possibilita a transmissão de vídeos ao vivo, sem limite de tempo –uma inovação tecnológica ainda difícil de dimensionar. Em um bate-papo com a RFI Brasil, Klien falou sobre o potencial da plataforma, a política de moderação, e o mercado brasileiro.

    O Periscope é conhecido no Brasil?

    Ainda é muito recente. Mesmo as gerações mais novas ainda estão conhecendo o aplicativo e vendo as oportunidades. No Twitter o Brasil é um dos maiores mercados do mundo e a gente observa um grande engajamento. Uma das métricas interessantes é que, por dia, são vistos o equivalente a quarenta anos de vídeo na plataforma, o que é bastante impressionante.

    Existe um limite para essas transmissões?

    Não existe limite, você pode ficar transmitindo enquanto seu celular tiver bateria! Se tiver plugado pode transmitir indefinidamente. Em um dos eventos do Twitter, houve um Periscope ao vivo de quase duas horas de vídeo.

     Há uma mediação ou moderação para esses vídeos?

    Tecnicamente, não existe um limitador. Você instala o Periscope e imediatamente pode começar a transmitir o vídeo ao vivo. O que a gente tem é uma política de conteúdo. Tanto no Periscope quanto no próprio Twitter, temos o que chamamos de “content policy”. Por exemplo, você não pode mostrar no seu vídeo algo que viole direitos autorais, ou pornografia. No último comunicado feito ao mercado, essa é uma das cinco prioridades da empresa para 2016. Temos um time no Twitter, que atende também o Periscope, para bloquear esse tipo de vídeo. É bastante complicado mas é uma prioridade do ponto de vista da engenharia. Ironicamente, quanto mais vídeos temos na plataforma, melhor é o algoritmo. Você tem mais capacidade de reconhecer e antecipar o que chamamos de falsos positivos e reagir de forma eficiente e rápida. É importante também ressaltar que trabalhamos com os usuários, que podem reportar um conteúdo delicado.

    Os vídeos podem ser guardados?

    A política do Periscope é manter o vídeo durante 24 horas. Depois ele é retirado dos servidores. É uma coisa temporária. Ele tenta ser em tempo real, o objetivo é transmitir o que está acontecendo no momento. A gente tem público alvo com alta aderência, por exemplo, entre meninas adolescentes, uma faixa etária em que o aplicativo funciona muito bem. O vídeo também pode ser guardado. Se você acha interessante divulgar um Periscope de uma outra forma, a plataforma permite isso. Mas todo o conceito que estamos tentando promover nas nossas plataformas é fomentando o tempo real.

    Também é uma ferramenta importante para a publicidade?

    Como é bastante novo, ainda estamos tentando ver qual é a melhor forma de trabalhar a publicidade. O Periscope funciona muito bem dentro do Twitter e dentro da rede temos uma série de ferramentas que funcionam bem orientadas para vídeo. Então nesse aspecto, temos anunciantes com retornos e resultados impressionantes.

    E, paralelamente, como a gente explica essa curiosidade do brasileiro com novas ferramentas e tecnologia?

    O brasileiro tem uma fama de receber muito bem e gostar de conversar, e as redes sociais só permitiram uma forma acelerada de fazer isso. Caiu que nem uma luva. Somos super “early adopters”, a gente adota, a gente testa, a gente esgota. A gente vocaliza: quando está bom elogia e quando está ruim reclama muito também.. A gente percebe esse aspecto em grandes eventos como Carnaval e Olimpíadas, quando o volume e a qualidade da conversa aumentam bastante.

    * Rádio França Internacional

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