10 de Agosto 20:41
Nova Zelândia e Brasil conectados pela indústria de tecnologia

"Para expandir seus negócios e percebendo o potencial do mercado brasileiro, a Nova Zelândia busca parceiros para ampliar sua participação no Brasil, o oitavo maior mercado de terceirização de mão de obra no mundo e o maior mercado de telecomunicações na América Latina"

  • Ft.: Divulgação Ralph Hays
  • Por Ralph Hays*

    A Nova Zelândia, famosa pela beleza natural e exótica, e conhecida por sua liderança mundial em inovações agrícolas, é também conhecida pelo desenvolvimento tecnológico. A exposição a novos produtos e plataformas digitais tornou a indústria neozelandesa de TI uma das mais preparadas.

    Isso mostra porque a indústria da tecnologia é o setor que mais cresce na Nova Zelândia. As exportações dobraram nos últimos seis anos ultrapassando os US$ 7 bilhões. A tecnologia é o terceiro produto mais exportado, atrás de laticínios e de turismo. O setor é responsável por 73 mil postos de trabalho e contribui com 5% do PIB. Tecnologia está presente em todos os segmentos do mercado, e é a indústria com maior ganho per capita do país.

    Líder mundial em desempenho de inovação, a Nova Zelândia ficou em 13 º no mundo, no Global Innovation Index de 2012; e em terceiro na Ásia/Pacífico – atrás apenas de Cingapura e Hong Kong. No mesmo relatório, a Nova Zelândia ocupa o quinto lugar no mundo em“criação de conhecimento”, ranking medido pelo número de pedidos de patentes residentes e internacionais, e artigos técnicos e científicos publicados.

    Para expandir seus negócios e percebendo o potencial do mercado brasileiro, a Nova Zelândia busca parceiros para ampliar sua participação no Brasil, o oitavo maior mercado de terceirização de mão de obra no mundo e o maior mercado de telecomunicações na América Latina. Há empresas que já marcam presença no mercado brasileiro, como as que oferecem soluções em Cloud Computing, Softwares e Tecnologia de Comunicação remota. Elas conquistam contratos importantes com a iniciativa privada e o governo.

    Há também as já se instalaram no Brasil. Dentre essas, podemos citar a Tait, empresa de tecnologia de comunicação via rádio que opera no Brasil há mais de 20 anos e tem em sua cartela de clientes Petrobrás, Vale e a Polícia Militar de São Paulo. A SLI Systems também está presente, oferecendo ferramentas de busca inteligente para sites de compra.

    Cenário interno

    As Tecnologias da Informação e Comunicação contribuem com quase US$ 20 bilhões na economia neozelandesa, e empregam mais de 70.000 pessoas. É o setor que mais cresce e atrai um apoio considerável do Governo, por meio do Government’s Business Growth Agenda Programme, que incentiva a inovação através do Callaghan Innovation, uma organização que ajuda empresas a transformarem ideias, produtos e serviços em itens internacionalmente vendáveis com maior sucesso e eficiência.

    Além disso, o governo está investindo US$ 100 milhões, durante os próximos seis anos, em 31 projetos oriundos das Universidades, dos Institutos de Pesquisa da Coroa e das organizações privadas de pesquisa da Nova Zelândia.

    Para se ter uma ideia dos investimentos governamentais em tecnologia, foram destinados mais de US$ 1,5 bilhão para implantara banda larga ultrarrápida (UFB) em todo o país. UFB será lançada até 2015 em áreas prioritárias, como empresas, escolas, prestadores de saúde, desenvolvimentos de campo verde.

    A Nova Zelândia é também um importante exportador de tecnologias inovadoras. As áreas que mais tiveram crescimento no ano de 2013 estão ligadas à Tecnologia da Informação, com destaque para as empresas Datacom, que cresceu cerca de 10%, a Intergem com crescimento de 30,3% e a Fronde Systems com 26%. Indústrias na área de da saúde e bem-estar também se destacaram com a Orion Health e a Fisher&Paykel Healthcare.

    É importante salientar também que a indústria neozelandesa chama a atenção de gigantes tecnológicos, como Google e Facebook para testes e lançamentos de produtos em fase piloto. Um dos motivos é a facilidade de comunicação, pelo fato de a população local falar inglês, o que permite às empresas analisarem a experiência dos usuários com as tecnologias, com qualidade e precisão. Outro ponto atrativo é o tamanho do mercado, que por ser pequeno, torna-o mais acessível em relação aos custos para testes.

    A relevância da Nova Zelândia no setor de tecnologia mundial atrai o interesse das empresas brasileiras, e o potencial de mercado e desenvolvimento do setor no Brasil estimula as companhias neozelandesas a investir aqui, criando uma relação de parceria e cooperação de grande potencial, e o interesse da Nova Zelândia é trabalhar para que esta sinergia se torne cada vez mais potente nos próximos anos e que ambos países realizem muitos projetos e negócios juntos no setor.

    * Ralph Hays é Trade Commissioner e Vice-Cônsul Geral da NZTE para o Brasil.

    Sobre New Zealand Trade & Enterprise (NZTE)

    A New Zealand Trade & Enterprise (NZTE) é a agência para o desenvolvimento do comércio internacional da Nova Zelândia. Sua atividade principal é oferecer suporte para que os negócios do país gerem alianças estratégicas e fomentem relações comerciais em nível internacional. Por meio de uma rede de 45 escritórios, a NZTE conecta os empreendimentos da Nova Zelândia ao mundo, compartilhando oportunidades, conhecimento, experiência e contatos.

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