17 de Maio 11:04
No Dia Mundial da luta contra a homofobia, casais ainda sofrem com preconceito

Dois terços dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros que vivem na União Europeia não ousam andar de mãos dadas na rua

  • REUTERS/Jean-Paul Pelissier Manifestantes a favor do casamento gay durante passeata em Marselha
  • Hoje é celebrado o Dia Mundial da luta contra a homofobia. Mais de 70 países promovem ações de sensibilização e prevenção contra todas as formas de discriminação. Apesar dos avanços, muitos casais ainda enfrentam o preconceito, como mostra uma pesquisa inédita realizada na União Europeia, divulgada nesta quinta-feira.

    Dois terços dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros que vivem na União Europeia não ousam andar de mãos dadas na rua e 30% dizem já ter sido vítima de violência nos últimos cinco anos. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira e integram uma pesquisa inédita da Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia, a maior já realizada no continente.

    “O medo, o isolamento e a discriminação ainda são fenômenos corriqueiros nesta comunidade”, segundo o diretor Morten Kjaerum, que ressaltou que é necessário promover e proteger os direitos fundamentais.

    Cerca de 30% dos 93 mil participantes do estudo foram vítimas de violências e agressões nos últimos cinco anos. Entre eles, 30% dos 7 mil transsexuais que disseram ter sido agredidos fisicamente ou ameaçados de violência mais de três vezes nos últimos 12 meses.

    Mesmo em países considerados mais tolerantes, muitos homossexuais se sentem vítimas de discriminação e são vítimas frequentes de agressões, principalmente verbais. Só na Holanda, por exemplo, 20% dos participantes do estudo afirmaram ter sido objeto de discriminações.

    Nesta categoria, a França se situa um ponto abaixo da média europeia, com 31%. Mas país, apesar da aprovação do casamento gay, atravessa um momento particularmente homofóbico, com os protestos contra o casamento gay e o número de agressões em alta, e cerca de 2 mil casos oficialmente registrados no ano passado.

    Durante o processo de aprovação da lei que autoriza a união civil e a adoção por casais homossexuais, diversas manifestações de grupos conservadores acabaram em quebra-quebra. De acordo com as associações, houve uma alta de 27% da violência contra os homossexuais no país.

    Fonte: RFI

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