31 de Março 14:29
A caça por líderes

"Durante os últimos anos, o mercado aquecido na média e alta gerência fez com que muitas empresas se vissem obrigadas a promover profissionais sem o preparo ou mesmo sem as qualidades necessárias para assumir um cargo de gestão e liderança."

Por Daniela Ribeiro *

O mercado de trabalho vive uma nova fase que vai além do problema do apagão de talentos. Não que esta situação esteja resolvida, pelo contrário, a tendência é de continuidade de escassez de profissionais qualificados. As empresas, no entanto, já vivenciam outro fenômeno, um novo apagão, desta vez o de liderança.

Durante os últimos anos, o mercado aquecido na média e alta gerência fez com que muitas empresas se vissem obrigadas a promover profissionais sem o preparo ou mesmo sem as qualidades necessárias para assumir um cargo de gestão e liderança. Não tardou para que as organizações perceberem que a medida, uma tentativa desesperada de retenção e de ocupar espaços vazios rapidamente, gerasse resultados negativos. Afinal, é senso comum de que a liderança, em última análise, é uma das principais ferramentas para reter os profissionais e preparar sucessores para a sua posição.

A análise acima não representa que os profissionais alçados aos cargos de liderança não eram bons tecnicamente. Por exemplo, na área comercial, muitos, na verdade, eram ótimos vendedores, mas não eram profissionais com habilidades e tampouco experiência para formar novos vendedores. Este “virar de chave” entre a execução e a gestão é algo que depende do talento do profissional e não somente de treinamento e capacitação.

Não à toa, muitos profissionais da área de recursos humanos já buscam nas novas contratações talentos para a gestão. A tarefa exige uma quebra de paradigma, pois na maioria dos casos será necessário abrir mão da perfeição técnica em favor das habilidades de liderança, pois a primeira se treina e há oportunidades de aperfeiçoamento, já a segunda depende muito mais do perfil comportamental do profissional, algo difícil de transformar.

O novo momento do mercado lança aos líderes de RH o desafio de pensar em contratações de longo prazo, ou seja, não apenas na “peça” para executar a tarefa de hoje, mas aquele profissional que possa ser a engrenagem para liderar a equipe de amanhã e manter o crescimento sustentável da organização.

* Daniela Ribeiro é gerente sênior das divisões de Engenharia e Marketing & Vendas da Robert Half

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